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PLEBISCITO BANESPREV – E A AUSÊNCIA DA SINCERIDADE

03/03/2010


A gramática da língua portuguesa é muito rica ao classificar cada palavra no sentido de buscar o verdadeiro significado que cada uma representa dentro do contexto onde está inserida. Seja como adjetivo ou substantivo; verbo ou advérbio; conjunção ou preposição, o fato é que a palavra é um dos meios mais importantes de comunicação, que nos leva a entender a real intenção de uma frase, seja ela pronunciada ou escrita.  


No entanto, nem mesmo a mais acurada análise gramatical é capaz de detectar as reais intenções que estão por trás de um texto ou discurso bem elaborado. Somente a experiência nos permite perceber quando damos pela falta de um ingrediente tão importante, que é a ausência da sinceridade.


A falta de sinceridade esteve presente, em passado recente, quando os que buscavam assustar uma categoria sofrida apresentaram os mais absurdos argumentos nas eleições da Cabesp e Banesprev. Chegaram ao requinte de elaborar um abaixo assinado com míseras sessenta assinaturas e, pior, tiveram a coragem de publicá-lo, dizendo que estávamos dando um salto no escuro, caso o aposentado chegasse à direção da Cabesp e Banesprev. Pintaram um quadro tão fantasmagórico, que nem a mais inocente criança foi capaz de acreditar.


Com o plebiscito do Banesprev a história se repete. Depois da esparrela do GT, anunciado com trombetas durante a assembléia de 1º de agosto como a solução para os nossos problemas, o fato é que o referendo está se aproximando e o desespero, fruto do despreparo, vem se manifestando com argumentos que se esboroam diante da realidade dos fatos.


A questão dos 4x3 ou 4x2, ou seja, os 2/3 no Conselho Deliberativo, levantado pelos defensores do não, vêm encontrando dificuldades de convencimento ao deparar com a muralha dos artigos 24 e 62 do Estatuto do Banesprev, o qual afirma com todas as letras que, qualquer decisão que exija quórum de 2/3, é necessária ser referendada em assembléia especifica dos participantes para ser aprovada. A falta de sinceridade neste exemplo é eloqüente, porque os defensores do não sempre souberam desde o início dessa condição prevista no estatuto. Se não sabiam é porque são incompetentes.


Na falta de argumento mais consistente, passaram a disseminar por aí que o regulamento do Plano V não prevê o recurso da assembléia e que o Banco poderia deitar e rolar com os 2/3 em suas mãos. Neste caso, estamos, outra vez, diante da mais escandalosa falta de sinceridade.


Ora, é do conhecimento geral, inclusive dos que plantaram tal informação, que o estatuto de uma entidade está para o regulamento, assim como a Constituição Federal está para as demais leis do país.


Portanto, o Plano V, que não é objeto de discussão no plebiscito, tem o seu próprio regulamento, e também se submete aos artigos 24 e 62 do Banesprev. Isso é ponto pacífico.


Dessa maneira, caro colega aposentado, não se deixe levar pelas frases bem construídas somente porque obedecem a todos os conceitos gramaticais; fique esperto e dê o troco nas urnas, no período de 5 a 19 de março, votando SIM no plebiscito pelo correio, para que a nossa mensagem chegue de maneira forte e corajosa, de que estamos cansados de assistir discursos onde a sinceridade é um quesito que está sempre ausente.


Roberto Moraes



 
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